terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Aguardado Regresso

Depois de uma longa e forçada ausencia, é com um enorme dever e orgulho que anuncio a reabertura do blog sobre os "keepers" de Viseu.
 
Prometendo assim novas entrevistas, bem como alguns exercicios e opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida e treino da posição mais importante nos dias que correm no futebol.
 
Sendo assim muito brevemente o blog começara a funcionar a 100% esperando assima vossa companhia e participação.
 
Termino pedindo desculpas devido a este inesperado tempo inactivo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Um olhar sobre os 4 melhores Guarda-redes do Distrito de Viseu na 3º Divisão Nacional época 11-12

1ª Lugar - Ricardo Martins (Oliv. Frades) 
Época de afirmação para André, depois de ter realizado uma excelente época no ano passado este ano voltou a estar em evidência realizando praticamente todos os jogos em muito bom nível ajudando de certa forma a boa época realizada pela equipa do Oliveira de Frades. Guarda-redes muito bom entre os postes sendo tambem bom a sair aos cruzamnetos sendo a sua humildade e vontade de trabalho as suas grandes virtudes;

2º Lugar - Fernando " Canário" (C. Senhorim)
Aparecu como suplente de João Paulo mas aos poucos por mérito e por um infortúnio da grave lesão de João Paulo tomou as rédeas da baliza de Canas de Senhorim. Tendo na 2º fase sido dos jogadores mais em destaque na sua equipa com excelentes exibições. Guarda-redes com uma estampa fisica invejável, com apenas 22 anos com boa margem de progressão, foi na minha opinião o guarda-redes revelação do nosso distrito na 3ª divisão nacional;

3º Lugar - André Maló (Sampedrense)
Habitual titular da equipa de Lafões André Málo fez mais uma época de bom nível, ajudando e de que maneira a Sampedrense a realizar esta excelente temporada. Apesar da sua estatura média é um guarda-redes versátil e ágil não tendo medo do que lhe aparece pela frente;

4º Lugar - Nuno Oliveira (Ac. Viseu)


Começou como suplente de Augusto no Académico, mas fruto da péssima entrada do Ac.Viseu no campeonato, Nuno de repente surge como titular até ao final da temporada. Jogador com muita experiancia adquirida ao serviço do Penalva transmite segurança e é excelente na forma como comando a sua defesa;

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Comunicação nos jovens Guarda-Redes


Ser guarda-redes é algo que implica muita experiência para se alcançar o sucesso. É por isto que muitos dos guarda-redes de topo jogam até perto dos 40 anos. Em média os guarda-redes alcançam o seu auge aos 30 anos.

Porquê? Tudo depende da forma como se comanda a grande área. Quanto mais se vive as situações de jogo, mais experiência se ganha e mais rápido se antecipa os lances de jogo. Uma excelente forma para isto acontecer é através da comunicação. Saber o quê, quando e o que dizer é um ponto fundamental para qualquer guarda-redes.

Como fazer um guarda-redes comunicar mais?

Tudo depende da idade do guarda-redes que estamos a treinar. Se, por exemplo, tiver 9 anos, não podemos esperar que ele comunique como um guarda-redes profissional. Os guarda-redes jovens são totalmente fixados na bola e não percebem o que poderá acontecer no jogo.
A maioria dos jovens guarda-redes não fala porque não sabe o que dizer. A sua escassa vivência dos contextos do jogo, não os possibilita de comunicar como um guarda-redes experiente. É contra natura e injusto exigir a um jovem comunicar como um guarda-redes experiente.
É da nossa opinião que ao treinar os jovens entre os 9 e os 15 anos se deva incentivar o uso de certas formas de comunicação. Embora básicas irão, no futuro, ajudar a comunicação. Por exemplo:
- “tens espaço”, diz ao colega que tem espaço para controlar a bola e sair a jogar
- “tens homem”, diz ao colega que está sobre pressão
- “sobe”, diz aos defesas para subir no terreno de jogo
- “limpa”, diz aos colegas para tirar a bola da zona de pressão, não colocando a baliza em perigo
- “minha”, diz aos colegas que vai sair da baliza

Quando e como falar?

Se um guarda-redes conseguir no mínimo dizer estas cinco coisas, está no bom caminho para o sucesso.
Depois de perceberem o que dizer, é função do treinador fazer entender quando dizer. Por exemplo, o guarda-redes diz “minha” num cruzamento, mas muitas vezes ouvimo-los dizer isso quando já têm a bola nas mãos. O objectivo deste tipo de fala é avisar os colegas para se afastarem que vai atacar a bola e não que já a tem nas mãos. Nestas situações, pode acontecer o defesa atacar a bola ao mesmo tempo que o guarda-redes e colocar a baliza em perigo. A comunicação deve ser antecipada.

É fundamental saber como falar. Tudo depende da situação. É uma situação de emergência? Com quem estou a falar? Que tipo de situação está a acontecer? Existem muitas variáveis.

O tom de voz é muito importante, mas nas idades mais baixas é mais relevante saber o que dizer do que como dizer. Com o tempo os jovens começarão a perceber como dizer as coisas. Não é demais referir que com o tempo o guarda-redes conhece bem os seus colegas de equipa. Quero com isto dizer que o guarda-redes toma muitas vezes a postura de um psicólogo. Se um colega seu se irrita com facilidade, deve comunicar com ele de forma mais suave, mas se tiver um colega com postura mais “mole” deve utilizar um tom de voz mais grave e irritado. O guarda-redes deve ser o elemento que conhece a personalidade de todos os colegas de equipa.

Em jeito de conclusão, não são só as grandes defesas, o bom posicionamento, as pegas, etc, que fazem um grande guarda-redes. Perceber o que dizer, quando dizer e o como dizer, claro que aliado a boas acções técnico-tácticas, levam sem dúvida um guarda-redes ao sucesso.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Leitura de Jogo

Embora já tenha conseguido colocar a jogar os guarda-redes fora da área, noto que as suas leituras do jogo ainda não são as mais correctas. Após ter reflectido sobre o assunto, encontro alguns factos que podem ter ou estão a influenciar negativamente este aspecto.

O primeiro, muito derivado à necessidade dos resultados desportivos rápidos, incorri no erro de lhes dar estímulos auditivos nos momentos chave em que deviam atacar a bola etc. Com o tempo fui retirando o estímulo e a capacidade de saber o quando ter que actuar demorou a ser assimilada.

Os microciclos são organizados sempre com recriações de situações de jogo devidamente condicionadas. Neste aspecto eles mostram-se competentes nas suas acções. O maior problema prende-se com os jogos com a restante equipa. Como o clube tem muitas equipas e apenas 1 campo para treinar, a maioria das equipas treinam apenas em meio campo. Em meio campo o jogo torna-se mais compacto, temos por vezes a linha defensiva a jogar em cima da pequena área, não existem bolas nas costas da defesa, nem existem situações de 1x0+GR, etc. Este será o principal retardador da capacidade de ler o jogo por parte dos meus guarda-redes?

Aguardo opiniões e/ou propostas
Abraço e bons treinos

Guarda-Redes Menos Batido da 2ª Divisão Nacional Zona Centro

Guarda-Redes Menos Batido da 3ª Divisão Nacional Série B e C

Guarda-Redes Menos Batido da Divisão de Honra

Guarda-Redes Menos Batido da 1ª Divisão Distrital Série Norte e Sul

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O regresso do blog sobre os Guarda-redes de Viseu

Desde já pedir desculpas aos acompanhantes do nosso blog, por este interregno, mas problemas pessoais não me permitiram continuar a actualizar este blog. Visto essses mesmo problemas estarem ultrapassados, espero continuar a informar todos os nossos visitantes do que se vai passando por Viseu.
Sendo assim espero a vossa contribuição com ideias e assuntos que gostassem de ver relatados neste espaço.
Desde já obrigado por tudo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luvas de Guarda-Redes

Escolha das luvas
  • Na escolha das luvas de GUARDA-REDES devem ter-se em consideração os seguintes aspectos:
- Qualidade e aderência do látex (Condições secas e condições húmidas);
- Amortecimento do impacto da bola;
- Desgaste do látex;
- Cinta de velcro;
- Materiais constituintes da parte superior da luvas;
- Características especiais das luvas (Talas, látex especial, Roll Finger, etc.);
- Parte interior das luvas;
- Aparência das luvas;
- Relação qualidade/preço;
Talas de protecção

As luvas com talas foram feitas para prevenir lesões. Existem luvas que incluem talas nos dedos, que ajudam a prevenir lesões como dedos torcidos ou partidos. As talas são um tipo de plástico duro colocado na traseira da parte do dedo da luva. 
Luvas de GUARDA-REDES com talas e látex especial.

Conselhos e sugestões
  • Escolha luvas de acordo com o tamanho da sua mão e assegure-se de que as luvas não deslizem durante a actividade desportiva. Apenas nestas condições, as luvas poderão desenvolver o efeito de apoio de forma óptima.   
  • Para um ajuste correcto das luvas, assegure-se de que a tira de aperto no pulso está colocada correctamente. Antes de cada jogo verifique a capacidade de aderência do fecho de velcro e, em caso de sujidade, limpe-o. A tira de aperto não deve apertar em demasia, para não restringir a circulação de sangue.
  • As luvas destinam-se a apoiar o GUARDA-REDES enquanto agarra ou defende a bola durante o jogo de futebol. Apesar de poderem ser evitados pequenos ferimentos como escoriações, etc., através do uso de luvas, não é possível garantir uma prevenção geral contra ferimentos.
  • Antes de cada uso verifique se as luvas estão intactas. Em caso de danos, as luvas não devem ser mais usadas, pois não é possível garantir uma protecção a 100%. 
  • A função das luvas pode ser reduzida através do contacto com químicos.  


Diversas luvas de GUARDA-REDES.

Cuidado e conservação das luvas
  • Lavar as luvas com água tépida (se lavar a temperatura superior a 30º pode prejudicar o tempo de vida da luva ) para eliminar a sujidade, manter as propriedades do látex e prevenir o mau odor;
  • Não lavar na máquina, utilizar sabão neutro (evitar detergentes ou dissolventes) deixando de molho durante 15 minutos, depois lavar, enxaguar e secar à temperatura ambiente (não secar no tambor nem com luz solar / UV directa), não limpar a seco;
  • Não utilizar produtos abrasivos ou escovas;
  • Não colocar no secador de roupa;
  • Nunca expor as luvas à radiação solar directa ou a fontes de calor, como aquecedores ou caloríficos, para evitar que o látex seque, fique ressequido e perca as suas propriedades de aderência;
  • As luvas devem ser humedecidas ligeiramente com água morna antes da utilização.
Látex
  • O látex é um produto de origem natural, sendo o material mais eficaz para agarrar uma bola em terreno seco ou molhado;
  • O látex da palma da mão mantém as suas propriedades de aderência até ao seu desgaste  final;
  • Quanto maior é a sua capacidade de aderência e amortização, maior é também o seu desgaste; 
Luvas de GUARDA-REDES com o látex desgastado.


Personalização das luvas
  • A personalização das luvas é feita nas lojas de desporto. As luvas podem ser personalizadas colocando o nome e/ou o número do GUARDA-REDES na cinta de velcro ou num dos dedos.

Luvas de GUARDA-REDES personalizadas.

Guarda-Redes no Futebol

  • GUARDA-REDES no futebol obedece regras diferentes das dos outros jogadores. O seu objectivo é impedir que a bola entre na baliza da sua equipa. Para isso, pode usar qualquer parte do corpo, inclusive as mãos (o que é proibido aos outros jogadores), mas este uso é restrito a uma área marcada á volta da baliza;
  • Apesar disso, o GUARDA-REDES não pode segurar uma bola que, de propósito, seja recuada por algum jogador de sua equipa, caso este não utilize o peito ou a cabeça para recuá-la. Se o fizer, o árbitro marcará falta (livre indirecto), e o jogador adversário deverá cobrar a falta no local onde o guarda-redes pôs a mão na bola;
  • Fora da grande área, os GUARDA-REDES  têm as mesmas restrições que os jogadores de campo, mas também são "protegidos"do contacto com os adversários dentro da pequena área.
  • GUARDA-REDES, em geral, submete-se a um treino mais intenso do que o dos outros jogadores - e com um treinador específico -, pois precisa de ter muito mais atenção, rapidez e elasticidade que os outros jogadores;
  • As responsabilidades dos GUARDA-REDES são:
- Impedir que a bola entre na sua baliza;
- Bater pontapés livres perto da sua baliza e bater pontapés de baliza;
- Organizar a defesa nas bolas paradas defensivas, tais como pontapés livres e cantos. No caso dos pontapés livres o GUARDA-REDES deve escolher um número de jogadores (normalmente defesas) para a barreira defensiva, a barreira serve para bloquear os remates à baliza. Ocasionalmente, os GUARDA-REDES podem optar por dispensar a barreira.  



  • Os GUARDA-REDES não são obrigados a permanecer dentro da  grande área, podem envolver-se no jogo em qualquer parte do campo, e é comum terem que jogar como libero em algumas situações. O GUARDA-REDES com um lançamento com a mão a longa distância ou remates de longa distância podem ser capazes de criar rapidamente um contra-ataque para a sua equipa e gerar oportunidades de golo a partir de situações defensivas.
    Alguns GUARDA-REDES marcam golos, isto ocorre mais comummente quando um GUARDA-REDES corre para o lado oposto do campo para dar a sua equipa uma vantagem numérica. 
    Essa corrida é arriscado, já que deixa a balza do GUARDA-REDES desprotegida. Como tal, é normalmente feito somente no final de um jogo em lances de bola parada, onde as consequências da pontuação superam os de sofrer um golo.  Como os GUARDA-REDES, em geral, são altos, muitas vezes mais alto do que todos os jogadores de linha, eles podem ser bem sucedidos nos cabeceamentos.

sábado, 26 de março de 2011

Jovens Revelações Época 2010/2011

Nome Completo: Luis Filipe Durães Coimbra;

Data de Nascimento: 08-10-1993;

Idade: 17 anos;

Clube actual: Grupo Desportivo Santacombadense;


Com idade de ainda Júnior Luis foi chamado a fazer parte dos séniores, visto o Santacombadense possuir no plantel soment um guarda-redes, Fernando. Desde o inicio de época jgou sempre pelos juniores e somkente foi chamado á titularidade nos séniores por 2 vezes, mas de repente Fernando lesionou-se e foi novamente chamado á titularidade nos séniores, realizando 4 jogos consecutivos a titular (Silgueiros(f), Alvite(c), Alvite(f) e V.Benfica(c)), e nestes quatro jogos não sofreu qualquer golo, o que é de salientar par um jovem com um futuro promissor como guarda-redes, bom fisico, altura indicada e pelos visto bom a defender, uma aposta ganha pelo seu treinador tambem jovem, Kiko.
Espera-se que continue a defender a cor dos Pinguins e que pelo menos siga as pisadas de alguns guardiões que se formaram no Santacombadense (Varela, Bruno, David, Frieiras, ect) ou quem sabe que possa ir mais longe ainda e que tenha um grande futuro, são os votos deste blog...

Melhor Guarda-Redes de 2010 no Distrito de Viseu

1º Lugar - Márcio (2009/2010 Carvalhais e 2010/2011 Lamego) - 34 votos (33%)



2º Lugar - Ricardo André (2009/2010 Santacombadense e 2010/2011 Oliv. Frades) - 22 (20%)



3º Lugar - André Maló (2009/2010/2011 Sampedrense) - 18 votos (18%)


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Quem foi o melhor Guarda-redes do Distrito no Ano 2010

Vamos iniciar a partir de hoje uma sondagem para descobrir qual foi o melhor guarda-redes do Distrito no an0 2010. Seriam muitos a ir a votação mas depois de uma cretiriosa escolha, nomeamos os que nos parecem melhor, com vista na época realizada no nosso distrito.
Alguns não apareceram ora por terem jogado pouco ora porque so esta época vieram jogar para o nosso distrito.
Aqui ao lado vão ficar as nossas escolhas e assim ajudem.-nos a decidir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Importancia Do Guarda-Redes No Modo De Jodar Da Equipa

Os guarda-redes sempre foram e continuarão a ser uma espécie á parte no futebol, jogam dentro de um quadrado, usam equipamentos diferentes, podem usar as mãos, usam luvas,treinam a parte muitas vezes em locais inapropriados porque dizem que estragam o relvado a treinar, colocam a cabeça onde outros metem os pés, são alvo da risota do publico se sofrem o denominado «frango», sofrem essa angustia sozinhos num duelo interior com eles próprios, são os solitários do jogo, mas são detentores de uma força mental muito própria e forte que lhe permite ultrapassar todas estas questões e domingo a domingo continuam a dar-nos o prazer de vermos defesas impossíveis parecendo objectos voadores.
Mas actualmente um guarda-redes é muito importante na estrutura de uma equipa.
No futebol actual em que todos os pormenores são decisivos, as características de um guarda-redes influenciam a forma da equipa estar em campo.
Hoje pode começar neles o primeiro momento ofensivo da equipa se for um guarda-redes que após desfazer um cruzamento inicie rapidamente uma jogada de ataque caso coloque bem a bola , começa neles o primeiro momento defensivo com a sua visão total do campo de jogo em que a sua voz de comando se faz ouvir chamando a atenção dos colegas para melhor defender a sua área.
Através das suas características podemos jogar 5 metros mais a frente no campo ou então mais atrás, com um guarda-redes que goste de jogar no limite da área , que seja rápido e com concentração elevada podemos subir a nossa defesa no campo não correndo muitos riscos e que por certo condicionará o jogo da equipa adversária, se for um guarda-redes com características diferentes, que fica dentro dos postes obriga a defesa a jogar mais próximo da área,logo mais curta em campo e com um espaço menor para o guarda-redes intervir.
Como se pode ver, um guarda-redes e as suas características influenciam a maneira da equipa estar em campo, é o mais solitário dentro de campo mas que ao longo de um campeonato pode ser decisivo no êxito da sua equipa.

O Guarda-Redes e o Futebol Moderno

Tal como a sociedade, o Futebol tem evoluído ao longo da sua história. À semelhança das outras modalidades desportivas colectivas, esta evolução atingiu, nos últimos anos, níveis muito acentuados devido ao desenvolvimento verificado nos diferentes factores que influenciam o rendimento no Futebol (Esteves, 2000).
    Para Cabezon (2001), um dos factores que mais influência o rendimento do Guarda-redes é o quadro regulamentar a que este está sujeito, isto é, as leis do jogo. As alterações a que as leis de jogo, referentes ao Guarda-redes, tem sido sujeitas atribuíram ao Guarda-redes mais responsabilidades e obrigações, contudo provocaram uma maior limitação na possibilidades de actuar do Guarda-redes.
    O Futebol de hoje, o denominado "Futebol moderno", teve a sua origem em Inglaterra no ano de 1863, contudo só em 1871 surge no código das leis de jogo a primeira referência ao Guarda-redes, sendo que durante estes anos a defesa da baliza era feita por qualquer dos jogadores intervenientes. A partir de 1912 o Guarda-redes deixou de poder jogar a bola com os membros superiores fora da área de protecção dos atacantes (Esteves, 2000).
    A regra dos quatros passos foi implementada mais tarde, por volta de 1991 (Cabezon, 2001). Em 1997 o Guarda-redes foi proibido de jogar a bola com as mãos quando esta é devolvida por algum dos companheiros com qualquer superfície corporal abaixo do joelho ou lançamento de linha lateral (Esteves, 2000)
    De acordo com Esteves (2000) estas alterações que o Futebol moderno sofreu, foram com o intuito de melhorar a qualidade de jogo, através do incremento do ritmo que é disputado.
    Segundo Cabezon (1997), os problemas técnico - táctico que as novas regras de jogo impõem, exigem um tipo de Guarda-redes, em que a única missão não seja impedir o golo permanecendo entre os postes mas também que seja capaz de intervir na fase de ataque.
    Cabezon (1997) refere ainda que, o Guarda-redes moderno está obrigado a intervir no plano técnico - táctica e na organização geral da equipa quer no ataque, quer na defesa. Esta intervenção faz-se, por exemplo, com a solicitação frequente do jogo de pés (quando os seus companheiros se encontram pressionados pelo adversário) ou jogando como libero (dando profundidade ao sector defensivo).
    Perante este cenário, o Guarda-redes moderno terá de se adaptar, alterando os seus hábitos e apostar numa formação que vá de encontro às exigências das tarefas e funções que desempenha no Futebol moderno (Cabezon, 1997).